Off post: Como dá pra se notar, o blog perdeu um pouco o ritmo de antes. Talvez porque, como tudo, o seu atualizador também anda mudando em muita coisa. Mas vez por outra volto aqui e dou as caras. E também tou pensando num novo título pro blog, mas nada certo ainda. Queria pedir desculpas (antes de começar a escrever qualquer coisa de futuro) por esse descaso ou essa mudança de estilo repentina, mas mobem nunca se iluda, ainda será eu quem escreverá estes posts aqui.
Agora voltando a ser ativa, vamos escrever um pouco, meus dedos pedem!
Hoje eu queria falar sobre duas coisas que me deixaram muito, mas muito emotivo. Então vamos aos fatos.
Você já se sentiu envolvido por uma pessoa? Já teve aquela sensação de quando até o jeito dela assim meio encabulada te deixa comovido, ou de quando ela conversa com você com aquela palavrinha acanhada, ou com o sorrisinho escondidinho e os olhos apertadinhos te deixando com vontade de abraçar por horas só pra depois olhar cara a cara e ter a certeza de que aquilo tudo é real!? Se você, coleguinha, já sentiu isso por alguém, quero lhe informar que você está(esteve) apaixonado(a)! Mas… pera aí! Paixão!? Tenho horror a isso! Pois não deveria! Ah… vai dizer que não é bom você se sentir sem chão imaginando fazendo cafuné na pessoa dos seus sonhos, colecionando as palavras mais bonitas do dicionário, dedicando toda música que fala de amor, deixando estampado na sua cara que você é a pessoa mais completa e feliz do mundo pelo simples fato de ter encontrado uma pessoa impecavelmente perfeita até nos ‘defeitos’, enfim… quando a gente tá apaixonado, uma das coisas que a gente tem vontade de fazer é contar pro mundo todo que você achou o encaixe ideal pro seu coração e que você está muito grato por tudo que aquela pessoa tem lhe proporcionado. E, como não sou um bicho tão diferente assim, admito: estou muito apaixonado!
O medo!? Meu medo é não sentir isso! Por isso, amigos, eu lhes digo: SE APAIXONEM! Permitam-se experimentar a essa coisa inigualável que é ter outra pessoa sentindo o mesmo por você!
A outra coisa é que eu percebi, ainda a tempo, que uma das coisas mais lindas das nossas vidas são os avós! Como são pessoas boas! Como nos ensinam a cada palavra, a cada atitude! E quer saber? Uma das minhas maiores vontades nessa vida é ser pelo menos metade do que eles são pra mim: esse poço eterno de ternura, de sabedoria e de cumplicidade.
Sabe, toda vez que venho pra casa dos meus avós (sejam por parte de pai ou de mãe) eu sempre fico arrependido, pois, eu passo horas e horas conversando, saindo, bebendo e me divertindo com os amigos, quando muitas vezes poderia estar com eles, soltando um lero, falando e principalmente ouvindo aqueles breves resumos de vida que eles têm para nos dizer. Coisas que a gente passa desapercebido e que só percebe (se é que alguns percebem) depois que eles já se foram e não puderam te aconselhar.
É tão bom você compartilhar segredos que foram guardados há mais de 10, 20, 50 anos e ver que o ser humano tem uma essência espetacular e que você não é o único a pensar daquele ou desse modo, que tudo é normal e que o amor é a língua universal.
Hoje estou na casa da minha vó paterna. Infelizmente meu avô (seu marido) faleceu há exatamente um ano atrás. Como disse um amigo: a gente tem que aprender a lidar com as perdas porque mais cedo ou mais tarde elas virão. Talvez eu soubesse disso no velório dele, mas desaprendi imediatamente quando vi vovó lamentando baixinho na aba do pano transparente que cobria o rosto dele. E foi aí que pensei: É impossível lidar com perdas! Eu sei que são grandes vitórias das nossas vidas, mas as perdas não deveriam ser assim: perdas. Enfim, as perdas não deveriam existir! E sinceramente, não consigo nem me imaginar sem os meus avós restantes. Mas não era bem sobre isso que eu queria falar (e não pense que eu não vi que o post está gigante!), o que eu queria falar é que toda vó tem sexto sentido. É verdade! Ela consegue tocar seu coração logo naquela feridinha que te deixa mais vulnerável e cada vez mais amarrado a ela. Hoje minha vó me mostrou a vida de sua filha que morreu. Minha tia teria 50 anos. Ela me contou tanta coisa da vida dela e me ensinou outras tantas. Vi poemas, vi fotos e revivi cada historinha que ela me contava com aquele olhar sofrido, no entanto íntegro e doce!
Nem sei mais como está esse texto e nem imagino que vão me ler estas palavras, porém são incontáveis e irredutíveis os ensinamentos que aprendi com ela hoje. Mas então, como eu tenho que acabar isso de uma forma, eu queria tentar reproduzir as exatas palavras da minha avó: Aproveite, meu filho! Aproveite cada oportuindade da sua vida! Não disperdice seu tempo! Você pensaria: Ok! Carpie Diem, né? Mas não é só isso! Isso não é nenhum email bonitinho que você recebe daquele seu amigo. Isso são as palavras mais sinceras, com o maior sabor de lágrima e sábias que você pode escutar, após uma mulher de 78 anos te dizer que já perdeu todas os irmãos, o marido e a filha única e que a única coisa que aconselharia a qualquer pessoa no mundo seria isso: aproveite o hoje, pois amanhã você talvez não tenha a oportunidade que você teve hoje.
Boa noite e obrigado.