Se precipitar não é completamente errado. Acho que as grandes conquistas da humanidade foram feitas a partir de ousadias, através de precipitação.
Sabe quando você passa numa vitrine de um petshop e vê algum cãozinho que te agradou muito e que, por alguma razão você não pode ter, não naquele exato momento..? E você passa então dois dias pensando em como tê-lo! Faz planos estúpidos para não perder aquela criaturinha que lhe parece única, aquela coisa fofinha que você sente que é insubstituível ou inigualável. Mas é aí que você percebe que não deu certo, que você não conseguiu ficar com o animalzinho, e isso, bom… isso se pode explicar por vários motivos, principalmente porque quem sabe você… Você não ousou o bastante.
Ou por outro lado, ousou demais e talvez assustou o totó recém capturado e ainda muito abatido e traumatizado na gaiolinha. E é aí é que eu vejo que é muito egoísmo (e eu sempre bato nessa mesma tecla) eu pensar que por um instante fosse possível ser… pra mim, enfim!
E nessa hora costumeiramente aparecem os mais diversos pensamentos. Daqueles que te deixam repleto de dúvidas do tipo Será que o problema é em mim? Será que eu não iria me enquadrar no meu estilo de vida do cãozinho? Ele não gostou de mim, senão… Daí já viu: você fica meio cabisbaixo, imaginando você correndo com o seu cachorrinho na coleira que de repente puf! sumiu , assim como surgiu no vidro daquela loja.
Amigos e diabinhos nos meus ombros dizem pra eu não insistir, que isso tem cara de dar errado, predestinado ao fiasco. Fato é que há tempos, há tempos mesmo que não sinto nada parecido. Daí agora eu, logo eu, que sempre conseguia arrumar palavras para toda ocasião, me vejo imperfeitamente num mix entre admiração e estatismo ao olhar aquela vitrine. Queria, sinceramente, que não fosse assim…
Bom dia!