Outro

29 09 2008

Você nem vai me reconhecer quando eu passar por você. Você nem vai me reconhecer quando eu passar por você! VOCÊ NEM VAI ME RECONHECER QUANDO EU PASSAR POR VOCÊ!!!!

De cara alegre e cruel. Feliz e mau como um pau duro acendendo-se no escuro! CASCAVEL! Eriçada na moita, concentrada e afoita.

Eeeeuuuuu já chorei muito por você! Tambéééém já fiz você chorar!!!! Agora olhe pra lá porque eu fui embora! Você nem vai me reconhecer quando eu passar por você.

Caetano Veloso





Vermelho-você

23 09 2008

Uma cama, no limite entre o sacana e o amor. Agindo como tolos urrando prazer pela escrivaninha, pelos móveis da casa, que nos vêem como um cão faminto que olha e deseja engolir aquele prato de carne crua vermelho-você. Enlaçar seu corpo num frio daquele ar condicionado barulhento, te implorar pra não sumir, te implorar pra não parar. Enfincar unhas. Suas costas, agarrar em você, vampiro em seu pescoço, vítima e caçador, alho e estaca. Sussurrar cobiças despertando outras tantas. Juntar os seus mais estranhos espíritos num só corpo, rebentar seu melhor licor sobre meu fogo e atear corpo. Fecho os olhos e tenho você comigo, no sofá de nuvens, só querendo lembrar de que estou te fazendo bem e você também.

Enraizar você, e unicamente você. Dizer eu te amo enquanto nossos corpos entram em simétrica convulsão. Olhos olhando o cérebro, girando e girando como se não soubessem o que fazer com aquela euforia que se espalha, e corrói, e infla. Outros são outros. Isso sem você é apenas isso, isso com você é o correto.





Desacostumar!

18 09 2008

Às vezes eu acho que eu não me amo. Não faço por mal, faço por desmerecimento comigo mesmo, faço porque me acho o CAREFREE das menstruações amorosas… dos outros. Não fico mal se eu gostar de alguém e simplesmente levar um fora, mas quando o tabuleiro dá meia-volta, eu simplesmente não consigo dizer um “não”. Fico me imaginando na pele da pessoa e aí batata: faço coisas que não queria. Não me achem falso, nem um mau caráter, por favor. Apenas tento fazer dos males o menor. E quem sabe, fazê-la esquecer de mim sem maiores dores.

Agora já tá caindo na rotina esse lance de estar sem uma pessoa que eu queira! Será que eu to pedindo demais ou será que não há ninguém que vá me satisfazer? Antes eu recriminava e até prejulgava (admitir o erro é um dom! Aprendam!) aqueles que eram promíscuos, mas, afinal, o que eu estou sendo se não um promíscuo? Ok. Eu não saio pegando todos nem qualquer um, mas eu, com certeza, me apaixono a cada esquina. Aaaiii!!! Quero namorar! ;)

Dizer que quer namorar soa tão mecânico. E eu posso ser tudo, mas no quesito sentimentos não consigo ser programável. Quando gosto de alguém, eu mexo, remexo, me viro do avesso, me transformo, faço do caos a paz e vice-versa. E se tem uma coisa que eu detesto é me privar de fazer isso! Se não aceitarem os meus presentes, não vou ficar chateado e se aceitarem, poxa! , pode crê: vou ficar muito muito muito feliz!

Dizem que isso é carência e se for, enfim, quero desacostumar!





E depois?

17 09 2008

Antes de amar, sempre pensava que as pessoas fingiam ficar apaixonadas e que elas faziam bobagens para aparecer. Antes de fumar, sempre pensava que fumantes eram fumantes por opção e que essa droga não deixava dependente em tão pouco tempo. Antes eu pensava que não era possível ficar dependente se a pessoa soubesse controlar. Antes de ter vontade de correr, de dançar, de gritar, pensava que tudo isso não passava de uma tentativa de transparecer com uma cena de um filme ou com o que se lê por aí. Antes de você, sempre pensei que eu existia.





Pequenas porções de ilusão

15 09 2008

Lembro uma vez que estava vendo o orkut e me deparei com uma comunidade que falava de relatos da vida dos gays. Lá eles usavam como confessionário mesmo. Aquele lance de entrar num perfil fake e dizer tudo o que acontece(u), tipo uma coleção de contos verídicos. Se não me falhe a memória, tinha um tópico lá que falava da história do irmão da minha melhor amiga, ou coisa parecida. Engraçado. Quando a coisa remete a ser com adolescentes (15 a 18 anos) sempre dá mais público, e quando se trata de um adolescente narrando, vixe, aí é que a coisa bomba.

Fato é que fui ver aquele mega-post de mais de 600 comentários. É verdade que a história (até onde eu li) é muito lindinha. E outras pessoas falavam muito bem da história também (os que provavelmente a leram por completo). É excitante, erótica, instigante, direta e, realmente, romântica.

Eu, particularmente, não agüentei lê-la. E isso tinha um motivo: porque isso não acontece comigo. Sei lá, me sinto meio injustiçado às vezes por nunca ter vivido um love story, como aquela da comunidade. Ok, já aconteceu e, pra falar a verdade, não quero comentar nenhum pouco sobre ela, porque no fim terminou em tragedy story.

Acho que a vida é sempre movida por inusitadas emoções. Ora veja, viver perderia a cor se não tivéssemos a todo instante coisas inesperadas acontecendo ao redor.

Foi neste sábado pro domingo, exatamente às 1h da madrugada. Quando tudo aconteceu, realmente pensei que fosse invenção da imaginação, tanto que nem dei tanta bola ao saber que haviam chegado pessoas aqui em casa. Peça-os pra entrar! E entraram. Amigo de amigo é sempre amigo, pensei. Quando eu saio do banheiro, me dei conta que o carinha que estava na minha sala era um que eu tinha visto uma vez num show e fiquei muito gamado por ele. Entrei em curto!

Geralmente é assim, eu fico com a boca meio dormente e eu acho  que as palavras saem mastigadas ou que meu rosto está murchando. Aquele garoto, definitivamente, mexia comigo. Não era o semblante de beleza ideal, mas era aquele cuja beleza me despertava o mais nobre dos desejos. Ele foi chegando com duas amigas que eu ainda não conhecia bem, mas que nos apresentaram (isso lembra alguma coisa?) e ficamos conversando sobre adversidades.

O tempo passou e eu já estava entorpecido de vontade de dizer que ele era lindo, que suas fotos eram perfeitas, que seus vídeos, sua roupa, seu olho, sua boca… Nessas horas acho que o tempo é meu amigo mais escroto. Eu sempre deixo tudo sob sua responsabilidade, mas ele só me faz ver que eu não fui feito pra isso! To meio sem chão ainda. Mas é sempre assim: intenso e efêmero.

Daqui a pouco passa. Bom dia :)





Every breath you take

6 09 2008

Com olhos vermelhos, de quem suplica pra não sonhar. O pesadelo estava perto de começar. A quinta dele parecia arrastar-se provocando nele um desespero que ele não queria reviver. Vê-lo doía para ele.

- Olha como você está! – No que você se tornou?

Olhares o cercavam, mas o ego não se inflava. De que adiantava? Ele queria outra oportunidade, um beijo de despedida, uma última palavra naquele dia triste da despedida: Voltei! Reviver escondido cada segundo de dois anos atrás. Ele implorava para que seu doce não azedasse de novo. O trabalho de dois anos inteiros estava prestes a ser testado e na hora agá, o alquimista falhou.

E ali, meio a tantos bêbados, desejos embreagados urravam através dos olhos vermelhos, mas as palavras exaustas não vieram fazer seu comum papel de apenas palavras. Foi então que ele descobriu um tesouro. Um tesouro escondido dentro de um pedaço de papel transparente no meio da rua e a partir daí a noite voltou a ser como a de três anos atrás: completas.

Fuga.





Merece!

4 09 2008

Eu sei que esse blog não tem intuito nenhum pornô, mas é que, bicho, esse homem não tem nada de pornô, ele é uma obra de arte. Não sou disso, mas é que, putz, esse merece!

Minha semana está corridíssima, por isso nem passo tanto aqui, mas prometo que depois dos estresses da faculdade, passo aqui. Have Fun!

Boa noite! É… muito boa noite!





2×0

1 09 2008

Tive um sonho horrível! Um sonho sobre o amor. Como um sonho pode ser horrível se foi sobre amor? Pois é, aconteceu… vou descrevê-lo aqui.

Estava eu na UFRN (ou outra faculdade, ou lugar onde tenha vários prédios aí) numa rodinha de amigos. Havia uns conhecidos e outros que nunca tinha visto. Parecia o futuro. Ficávamos sentados formando um círculo, com alguns em pé e mais uns ainda deitados sobre o colo de outros, mas todos radialmente centrados no círculo e na brincadeira que estava sendo feita. Eu era amigo de umas garotas que nunca tinha visto ainda (por isso acho que é futuro) e elas eram amigas de um cara lá. E é sobre esse cara sem nome que o sonho se desenvolve.

Esse cara não era um deus, mas também não era nenhum pouco feio. Digamos que ele ficava no limite entre o bonito e o lindo. Não tinha nome. Aliás, tinha, mas não perguntei. As nossas amigas em comum nos apresentaram. Mas não com aquele velho intuito de forçar alguma coisa, sabe? Apresentaram-nos com o simples instinto de educação. Como diria Lulu Santos, eu vejo a vida melhor no futuro… um novo começo de era de gente fina, elegante e sincera. Acho que o mais mágico foi que não nos conhecemos com aquele fogo ou aquela primeira impressão que se dá quando conhecemos um cara. Simplesmente nos cumprimentamos e ficamos falando sobre aquelas adversidades que geralmente não nos lembramos depois do sonho.

O mais interessante foi que fomos conversando, conversando e não se sabe em que momento, não se sabe exatamente o motivo, mas aquele rapaz de cabelos curtos e loiro, olhos castanhos, pele branca e de minha altura mais ou menos já estava com seus lábios em contato com os meus e com sua língua explorando a minha, numa coordenação tão perfeita que parecia que combinávamos aqueles movimentos para a mais simétrica apresentação que o mundo jamais tivera visto. Lógico que já beijei bocas excepcionais! Bocas de hortelã, bocas de cereja, bocas gostosas, carnudas, quentes, delicadas, geladas, mas incrivelmente aquela boca ingênua, foi sim o encaixe da minha.

Acordei.

Vim para internet, tentar espairecer, tentar tirar da minha mente aquilo inconquistável. Detesto coisas utópicas. Coisas impossíveis deveriam ser proibidas de existir! Só nos fazem voar nessa atmosfera de sonhos, para depois despencar nesse chão de realidades. E o pior de tudo não é a dor da queda. É a dor de você olhar lá pra cima e perceber que lá não é seu lugar e que lá é um lugar para pássaros e não para seres reais. Nossa, Sté, quanto descontentamento! Sabe, não acho que seja descontentamento. Acho que seja medo de saber que pode existir um novo mundo atrás da colina, mas que você nunca vai conseguir alcançá-lo. Por isso prefiro evitar. Talvez isso explique muita coisa sobre minhas dúvidas também.

O que eu fiz depois do sonho? Tentei sonhar de novo com ele… em vão! Mais um ponto pra frustração!