Lembro uma vez que estava vendo o orkut e me deparei com uma comunidade que falava de relatos da vida dos gays. Lá eles usavam como confessionário mesmo. Aquele lance de entrar num perfil fake e dizer tudo o que acontece(u), tipo uma coleção de contos verídicos. Se não me falhe a memória, tinha um tópico lá que falava da história do irmão da minha melhor amiga, ou coisa parecida. Engraçado. Quando a coisa remete a ser com adolescentes (15 a 18 anos) sempre dá mais público, e quando se trata de um adolescente narrando, vixe, aí é que a coisa bomba.

Fato é que fui ver aquele mega-post de mais de 600 comentários. É verdade que a história (até onde eu li) é muito lindinha. E outras pessoas falavam muito bem da história também (os que provavelmente a leram por completo). É excitante, erótica, instigante, direta e, realmente, romântica.
Eu, particularmente, não agüentei lê-la. E isso tinha um motivo: porque isso não acontece comigo. Sei lá, me sinto meio injustiçado às vezes por nunca ter vivido um love story, como aquela da comunidade. Ok, já aconteceu e, pra falar a verdade, não quero comentar nenhum pouco sobre ela, porque no fim terminou em tragedy story.
Acho que a vida é sempre movida por inusitadas emoções. Ora veja, viver perderia a cor se não tivéssemos a todo instante coisas inesperadas acontecendo ao redor.
Foi neste sábado pro domingo, exatamente às 1h da madrugada. Quando tudo aconteceu, realmente pensei que fosse invenção da imaginação, tanto que nem dei tanta bola ao saber que haviam chegado pessoas aqui em casa. Peça-os pra entrar! E entraram. Amigo de amigo é sempre amigo, pensei. Quando eu saio do banheiro, me dei conta que o carinha que estava na minha sala era um que eu tinha visto uma vez num show e fiquei muito gamado por ele. Entrei em curto!
Geralmente é assim, eu fico com a boca meio dormente e eu acho que as palavras saem mastigadas ou que meu rosto está murchando. Aquele garoto, definitivamente, mexia comigo. Não era o semblante de beleza ideal, mas era aquele cuja beleza me despertava o mais nobre dos desejos. Ele foi chegando com duas amigas que eu ainda não conhecia bem, mas que nos apresentaram (isso lembra alguma coisa?) e ficamos conversando sobre adversidades.
O tempo passou e eu já estava entorpecido de vontade de dizer que ele era lindo, que suas fotos eram perfeitas, que seus vídeos, sua roupa, seu olho, sua boca… Nessas horas acho que o tempo é meu amigo mais escroto. Eu sempre deixo tudo sob sua responsabilidade, mas ele só me faz ver que eu não fui feito pra isso! To meio sem chão ainda. Mas é sempre assim: intenso e efêmero.
Daqui a pouco passa. Bom dia