Com o tempo.

30 03 2009

Com o tempo a gente passa a descrer mais na natureza boa dos homens. Com o tempo a gente acredita que existem distúrbios na alma de toda natureza. Que a loucura é só uma questão de ponto de vista: ora você é expectador, noutro instante você tá no centro do palco. Com o tempo você vê que está só! Que não há amigos que vão segurar suas mãos (apesar de o dizerem), não vai ter mamãe pra te afagar e alimentar o estômago com palavras de conforto. Com o tempo a rudeza se apossa de você e até com o olhar essa é a única coisa que saberá distribuir gratuita e perfeitamente. Com o tempo você percebe que amanhã, talvez, você acorde melhor, olhe pra trás e veja que o que você escreveu ontem não passou de uma crise.





Precisava ler isso.

20 03 2009

Temos a mania de achar que o amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.

Há quem acredite que amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e, caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.

Você já ouviu muitas vezes alguém dizer:
“Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia.

É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: Ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipe encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.

Para completar, cito um famoso jornalista e escritor americano, Norman Mailer: “As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.”

Fonte: TV Globo/Mais Você





Sem ela, não sou.

20 03 2009

Chega uma hora que a gente cansa! Cansa desse otimismo barato que os “amigos” dizem pra você, cansa dos foras que a gente leva, cansa das mancadas das nossas escolhas, cansa de tudo! Eu juro como eu to cansado até de viver! Passo os dias preso em casa: não como, não me mexo, não olho pro lado. Pra ver se chega a hora de fazer alguma coisa. E as coisas acontecem e eu simplesmente as deixo passar,  por cansaço! É um ciclo vicioso em que eu não aceito ajuda, porque todos, com exceção da minha avó, na verdade não dão a mínima se eu morri ou estou vivo. Se há uma coisa pela qual eu não canso, é ela: M. P. F. S.





A Síndrome.

19 03 2009

Às vezes eu tenho medo de mim mesmo. Pode parecer papo de adolescente no blog-confissão dele, mas desta vez é verdade (?)! Quando escuto uma conversa, quando compro o pão ou quando algum estranho na rua me pergunta onde fica a Apodi. Eu crio coisas e analiso a enésima possibilidade do que poderia ser aquilo e tiro minhas conclusões. Talvez tenham sido traumas do percurso os quais me levaram a isso, talvez seja alguma ambição a ser um Michael Scofield da vida, mas o fato é que minha orelha toma rebite: vive em pé! Não sei se isso é defeito ou qualidade. Aliás, até sei… como eu disse post passado: tudo tem seu lado bom e ruim.

Eu me lembro disto como lembro o que comi hoje à tarde. Há três anos eu namorava, talvez ele nem se recorde disso, mas uma vez  (dentre várias) tivemos uma discussão e ele, a exemplo da idade, escreveu em seu fotolog algo em códigos que passei dois dias tentando desvendar e terminei descobrindo. Um código complicado, mas que deixava uma mensagem clara (que não vem ao caso). Acho que foi a partir daí que nasceu em mim um ser que eu não tinha idéia que existisse fora das telas. Um cara que maquina e que faz do seu banco de réu o seu próprio álibi.

É lógico que isso tem seu lado ruim. Mania de cospiração e egocentrismo são dois fortes candidatos a esse dark side. Mas acho que lido bem com eles, caso contrário teria de contratar Wi-Fi no hospício.





Casulo.

13 03 2009

Insetos! Você gosta deles? Baratas, moscas, larvas, formigas. Repugnantes, fedorentos, feios? E o que você me diria sobre joaninhas, vagalumes, soldadinhos e borboletas? Também são assim? Vai dizer que você preferiria estar num lugar repleto dos insetos da primeira lista ou com os da segunda? Acho que nós, seres humanos, somos como insetos. Muitos nos julgam como asquerosos e peçonhentos, mas podemos ter nossas vantagens, beleza e brilho. Não quero fazer do post de hoje uma aula de entomologia, só queria dizer que é verdade o que dizem por aí: para tudo há um lado bom.

Cigarro: vício ou fuga? Amor: necessidade ou ambição? Dinheiro: problema ou solução? Eu poderia fazer ene listas aqui e dizer os dois lados da história. Eu lembro, como se fosse ontem, o primeiro dia de sessão com minha terapeuta em 2005 quando ela me disse que não existe uma verdade absoluta e nem sempre uma pessoa está completa de razão. Apesar do que ela disse: ela estava coberta de razão (ou não! hehe).

Suas escolhas tem sempre metade de chances de dar errado. É assim pra todo mundo!

Acho que estou em processo de escolha. Ora veja, 20 anos e ainda não parei pra falar com minha amiga maturidade. Perguntar pra ela o que eu fiz dessas duas décadas, o que devo levar pras próximas e o que devo deixar pra trás. Traçar planos! Sei que não tenho muito tempo de experiência, mas só vou saber se posso voar se começar a bater as asas. É assim pros sabiás, é assim pras baratas.

Aposto que você já viu uma lagarta. Aquele serzinho, muitas vezes, de aparência inofensiva, mas de veneno irritante. Aquele que devora plantações inteiras e só dá trabalho, além de parecer asqueroso. Acho que enquanto não crio minhas metas, sou como uma lagarta: um errante rastejador. Acho que chegou a hora de parar! A lagarta aqui vai fazer seu casulo. Meter metas no papel e aplicá-las! Dizem por aí pra a gente deve  parar de caçar as borboletas e cultivar nosso jardim, não penso assim. Na verdade, você opta entre ser um jardim ou, uma borboleta. That’s it!