Quarto!!!

27 05 2009

Valeu, São Pedro, se era isso que querias, conseguiste com todas as letras!

Hoje o dia inteiro foi nublado, como meus olhos. Nunca vi romances americanos pré-fabricados e dublados fazerem tanto sentido como num dia assim. Muito menos as músicas de Chico! Parece que elas criam asas e… enfim! emocionam pra caralho! Mas nada, nem filmes, nem músicas, conseguem me remeter a outra coisa a não ser o motivo pelo qual estou escrevendo este quarto post seguido.

Acho que já me decidi e já pus um ponto adequado a esta estranha história. Digamos que eu sou o psicopata, ainda muito apaixonado pela mocinha do filme; aquele que voa, se declara, compra o mundo pra ver se acha alguma coisa que a deixe também apaixonada por ele. Não basta ser apaixonante, tem que apaixonar. O psicopata que a acha linda de cabeça pra baixo, pintada de roxo ou suja de carvão. O psicopata que a acha interessante até nos dribles e até nas bolas fora que ela dá nele. O psicopata que perde o senso do ridículo e se expõe diariamente e sempre que pode, pra ver se ela um dia acorda de bom humor e diz querer beijá-lo.

Se querem saber, me ofereço de tapete a quem consegue me conquistar e a ele “i serve my head up on a plate” e opto viver esse sentimento platônico completamente unilateral, pelo menos vou estar com a consciência limpa ao saber que sinto por ele a mesma emoção que suas feições me sujeitam pensar: angelicais e sublimes.

Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua!

Boa noite e boa aula!





Duas semanas.

23 05 2009

Off post: É bom viver crises, mas não viver delas. Eu simplesmente não suporto quem só consegue ver desgraça ao seu redor, uma pessoa que não consegue elogiar, dizer “é, tá bom!” ou “estou ótimo!”. Amor pra mim não é “quando eu estiver triste, vou lá, falo com ele, fico bom e digo que o amo”. Amor não é um remédio. Mas não é sobre essa indireta que queria falar neste post. O que eu quis dizer é que também tenho minhas crises e não precisa se esforçar pra perceber que aqui é o vaso sanitário delas. Bom, fora as explicações egoístas, aí vem o post mais egoísta ainda.

Às vezes, eu juro que não queria ser humano. Queria ser um coelho, um rato, uma barata, um bicho qualquer, mas humano, não. É lógico que ser humano tem sua vantagem: inteligência. E basta só esta pra vir outras tantas: longevidade, linguagem, esquemas, prazeres, objetivos, vôos, computador…
E por que não querer ser humano? Porque a gente sente medo! E o meu medo é ter que recolocar você no chão e bem distante. Tudo isso por quê? Por causa do seu medo!
Danem-se os humanos e os medos, quero mais é ser camarão! ;(

Sté em 19/05/2009

Outra vantagem do humano que esqueci de dizer  é a  sua implacável adaptação. Ora, veja: você conhece outro animal que consiga viver em qualquer lugar neste planeta? Nem bactéria!  E, como tudo (blablablá), é lógico que tem suas desvantagens, porque com certeza, mesmo na minha incerteza da vida, sei que vou ter que me adaptar muito a certas coisas. E, talvez por só ter 20 anos, em toda minha vida nunca tive tanta convicção que é só questão de tempo pra eu esquecer e me adaptar a situações novas. Neste caso, Vou me adaptar a esquecê-lo ou qualquer outro(a) que apareça.

É uma questão de tempo pra que esse clima fim-dos-tempos tenha fim e este que vos escreve deixar de ser Caetano com tanto jogo de palavras, ou peladas delas. Hahaha!





Máquina “Mudífera”

21 05 2009

O silêncio corrói,
distorce tudo o que vê,
cria casos, é construtivo,
fala mais  que locutor esportivo,
destrói, e é degenerativo,
é mais dualista que eu e você.

Seu silêncio me dói,
me dilacera não ter o que ler,
me entristece, me estressa.
E não há nada que me interessa
a não ser saudades do dizer.

Me ignorar:
Se queria uma arma
a esse coração inatingível
achaste uma
neste calibre inaudível.

Parabéns!





Do vermelho!

19 05 2009

- Acho que seu fluxo foi demais pra mim. Foi como as chuvas no Nordeste! Em cinco dias me encheu.

(Vai ser difícil, vai..!)

- Encheu o saco?
- Não, longe disso! Falo de ilusão. Eu me iludo muito. Crio expectativas. Imagino coisas onde não têm. Faço as mais fortes colunas sem chão pra apoiar. É que é difícil achar um cara como você, acredite!

(Encontrar outro amor como o seu… vai!)

- Eu já lhe expliquei todas as (minhas) limitações.
- Eu sei. Você tem total razão e é o que me dói mais, porque eu detesto errar. Principalmente com pessoas de quem estou gostando.

(Como dói no meu peito!)

- Como diria John Mayer, “I’m gonna find another you“, ou nem isso: a vida não precisa de um amor, eu sei bem isso e você tem como saber: leia meu blog. Mas eu não sou de ferro!

(Seu gosto é bem do jeito que eu gosto!)

- Senti coisas por você que…

(Bem do jeeeeeito!..)

- Mas não dá pra levar, porque senão…

(Lamento…)

- Se um dia vier morar em Natal ou próximo daqui, me avisa. A casa é sempre sua, venha sim! Isto é, se você quiser…

(que é só mais um lamento.)

- Porque acho você um cara especial e que é questão de tempo você achar alguém sem a ajuda alcoólica alguma. Basta você bater os pés ou piscar o olho. Vou lhe deixar em paz e me deixar também.

(Quisera desse jeito lembrar de outros tempos)

- Por que me deixar em paz? Você não tira a minha paz! que, aliás, nem sei se algum dia tive…
- Então não fui nenhum pouco como pensei que estivesse sendo. Nem um arranhão causei, que bom então: menos uma dor pra mim. Machucar anjos não pega bem com o lá de cima.
- Aaii, pára!

(só pra matar um pouco a saudade.)

- Acho que vou ter que bloquear você, mas não vou perder o contato, se você quiser: fala comigo pelo orkut ou por e-mail.
- Você sabe o que faz!
- Tô triste pra caralho aqui, mas você não precisa saber…

(Mesmo assim querendo que você não ouça…)

- Faça o melhor pra você!

(meu grito aqui de longe,)

- Não. Vai ser melhor pra nós! Pelo menos a intenção é essa.

(minha dor,)

- Beijos! :(
- Beijo, Sté! :(

(meu lamento.)

Fulano foi bloqueado.

- Marlboro light, certo?
- Não, hoje quero do vermelho.





Biscoito dá sorte?

11 05 2009

Às vezes (sempre) fico me perguntando sobre as coisas e se elas valem a pena. Você pode pensar mas isso não é normal? E eu respondo: não em demasia. Calma aí: mas qual o intuito disso tudo? Pra falar a verdade eu realmente não sei. Vou tentar ser mais objetivo pra ver se até mesmo eu entendo.

Há uma semana morreram várias pessoas, de certa forma, próximas a mim: uma bem próxima, outra que já foi, e ainda outra que eu apenas conhecia e proseava eventualmente. Com a perda vem o questionamento: vale a pena se envolver com alguém ou algo, se tudo vai acabar no final?

Pra completar, o meu melhor amigo é (foi?) o cigarro. Ele sempre me acalma(va), me diz(ia) as palavras do jeito que eu preciso(ava) escutá-las. E, assim como no caso da morte, ele tem (teve) de se afastar de mim. Pois, nessa vida egoísta, temos que optar pela nossa própria saúde. E isso, o que foi, além de mais um exemplo de que não vale a pena se envolver com nada?

É gozado como as coisas ocorrem coincidentemente na nossa vida. Parece novela! Nesta sexta-feira fui ao hospital. E desta vez não fui acompanhar ninguém: fui ser acompanhado. Meu coração quis pifar! E o motivo foi o que (lá vem a coincidência), da mesma maneira que estava escrito no meu bilhete do biscoito chinês: “Atinge-se a sabedoria quando se aprende a segurar a língua.”, eu sempre tentei o máximo possível me controlar e controlar os meus impulsos. Interiorizando e abafando  toda forma de coisa que pudesse desfazer a harmonia. Traduzindo: Eu aguento tudo calado e só guardando (mesmo sem querer guardar) os sentimentos ruins.

Exemplo? Não vai lhe faltar. Se há verbos que ando usando ultimamente são estes: relevar, ignorar, resguardar e controlar. E tudo isso pra quê? Pra manter uma harmonia subordinada ao meu deterioramento? Sim, deterioramento, pois aquele cara que estava lá de jaleco branco me disse com todas as letras que eu guardava muito rancor e que isso matava. E aí eu me pergunto: Vale a pena? Sacrificar-se para tentar sustentar os outros e a minha própria imagem do “sempre bem, sempre bom”, quando na verdade eu só estou querendo disfarçar que estou derrotado?

Ele me receitou um ansiolítico e alegria. Cumpri a receita. Fui à casa da família da minha mãe, passar o dia das mães com a própria e com a avó  e, em meio a tantas risadas dos personagens caricatas que toda família tem, meu coração esbanjou saúde e saí aliviado de lá. Mas, só de pensar que escrevi isso, me volta o aperto no globus hystericus (nó na garganta). E tudo isso por quê? Vale a pena? Se querem saber o meu conselho pra vocês, lá vai: nunca se perguntem se vale a pena! AJA SEMPRE: não siga o vão papel do biscoito chinês.

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