PQP

30 07 2009

Um hospital não lhe cura da doença, ele lhe dá meios pra você se curar. Acho que preciso de um hospital alcóolico e amigos médicos hoje! Mais do que nunca! Eu sei que essa doença não mata, mas é chata pra caralho! Tô ótimo! Tô feliz! :D





“Vou sacanear: mais honesto ainda vou ficar!”

27 07 2009

Fico me perguntando qual a graça de maltratar corações alheios. Em virtude disso me pego analisando cada minuciosa e capciosa razão de alguém agir assim, mas minha cabeça gira, vomita e sempre para no mesmo lugar: maldade! Acho insalubre a ideia de que haja pessoas que façam isso, entretanto completamente intragável mesmo é quem se baseia na maldade recebida e a quer passar adiante a todo custo. Você pode pensar e dizer: “Ah! Esse recado a mim não remete!”. Sinto informar que são raros os que conheci que não se enquadram no que vou dizer a seguir.

Mas eu tenho cicatrizes que a vida fez e tenho medo de fazer planos, de tentar e sofrer outra vez, diria um velho cabeludo. Certo que é uma reação completamente aceitável defender-se de uma agressão em posição fetal, mas isso não implica que se deva agir e permanecer como um feto. Além do mais o que é mais legal do que cair, reerguer-se e voltar a andar? Sinceramente, acho que muitos dos conceitos modernos estão completamente esculhambados, trocados, ao avesso, etc. Que tal voltarmos ao exemplo de cair, reerguer-se e voltar a andar e aplicarmo-lo a uma pessoa a qual nunca andou na vida: sim! paraplégica! Essa pessoa provavelmente daria a vida para cair, reerguer-se e voltar a andar. Não é simples isso? Honestamente, não vejo razão para se flagelar e adotar pra si uma postura de pedinte na rua do descontentamento, que certo dia caiu e lá ficou.

Cazuza dizia em um de seus póstumos poemas que Morrer não dói. Realmente nunca vi um morto reclamar sequer do calor que faz num túmulo, quanto mais gritar de dor. A dor é intrínseca à vida! Impossível vida sem dor. Nascemos mesmo para beber, cair e levantar, não há como fugir a regra; não havia até então… A nossa sociedade dita ‘moderna’ é uma sociedade anti-dor: é terapia, é lexotan, é sexo, é maconha, é tudo, exceto dor. A meu ver isso é procurar não viver, não conhecer a si. A meu ver isso é renegar a alma humana, aliás, a alma viva! Se vida não fosse dor, tartarugas não sairiam do casco, nem pintos dos ovos, nem você se desprenderia do útero; permaneceriam todos sempre protegidos sem ter nada para contrariar sua egoisticamente burra sensação boa de não dor.

Portanto, pouco me importa! Não importa se fui traído, se me enganaram, se me bateram, se me expulsaram, se me exorcizaram: vou continuar tentando ser sempre alguém que chore, sorria, ame e chore, sorria, ame e chore, sorria… É esse o meu carnaval: vou confiar mais e outra vez!





Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho?

24 07 2009

Sexta-feira e somente a solidão me convidou pra uma prosa. Ela, monossilábica, inteligentemente chama também pra reunião mãe e filho: reflexão e autoconhecimento, respectivamente. A noite está completa! Por instantes penso em dispensar chuva de dólares pra viver momentos assim. Conversamos, brincamos, discutimos.

Pelas tantas dos papos a solidão questionou por que ela é tida como algo triste. De súbito a mãe,  a reflexão, levantou-se energicamente no salão cerebral e disparou: A culpa não é sua, cara amiga! É minha! Se eu fizesse o meu papel, poderíamos tornar qualquer vida alegre. A solidão sem entender o motivo de sua amiga puxar para si o abacaxi, perguntou: Não entendo. Como você poderia interferir no que os outros vão ou não pensar sobre mim?

— É simples! Basta conversarmos e notarmos que somos vários em um. Como um canivete multifacetado. E que eu e você, amiga, podemos nos unir e gerarmos nosso primeiro filho: o autoconhecimento. E continuou — Somos tantos! Vários universos dentro de nós mesmos, que certamente implodem, e por não nos conhecermos, acabamos por entristecidos. O que eu quero dizer é que  se as pessoas passassem a refletir sobre o que se fez, ou sobre o que se passou, sobre como reagir, sobre o porquê disso ou daquilo, elas teriam atinado que você e tristeza não tem nada diretamente relacionado. Usando o autoconhecimento, no ato se vê que é ótimo passar o tempo com você, solidão, e que vocês dois juntos produzem muito mais do que cada um só.





Besteirol 3 – final

22 07 2009

Olá, querido diário. Hoje pretendo ser breve porque além de muito cansado, estou etilicamente alterado. No presente eu queria fazer uma indagação muito coerente ao contexto em que vivemos atualmente: “Por que é tão difícil amar alguém?”

Partindo da premissa que outrora foi onisciente: “Não digo ‘eu te amo’ facilmente”, pergunto: Qual é a hora, então, de se amar? Sinceramente, diário, ainda não vi um relógio do amor no meu coração e, arrisco mais, creio que não exista no mundo ninguém que o tenha. Apesar de me julgar radical, acho que mesmo à decisões tão extremas, consigo – ou tento – encontrar equilíbrio para minhas ações. Mas, sem fugir do assunto, presumo que não haja nada mais nobre do que aceitar um sentimento tão sublime e muitas vezes prazeroso.

Dia desses me perguntava o que é amar. Para mim foi fácil definir esse sentimento que há tempos Aurélios, Michaellis, e outros tentam definir sem exato sucesso. Nada mais justo do que eu – sendo habitante inato e total do meu próprio ser – definir o que é o amor a meu ver.

Em primeiro lugar fiz uma lista das pessoas que amo (mesmo sem saber conceituar o que é este bendito amor). Na relação vieram alguns familiares e amigos. Em seguida pensei um pouco mais e coloquei as coisas que amo: chocolate, diversão, boa comida, dormir, sexo, etc. Procurei por diversos momentos descobrir uma equação que envolvesse todas essas variáveis e terminei atribuindo à tal a palavra – sob meu ponto de vista – sinônima do amor: admiração. Mas ao matutar um pouco além, refleti e vi que fogos de artifícios, grandes monumentos, planos incríveis, acontecimentos memoráveis e uma enorme gama de coisas e fatos também me deixavam admirados. Daí retruquei: “Então admiração não é o sinônimo perfeito do amor.”

Eu poderia parar e voltar ao velho clichê de que o amor é algo que não se pode definir, discutir e muito menos equiparar, porém logicamente não foi o que fiz: ora veja, como seria chata a vida sem a quebra de paradigmas e construção de novos conceitos! Então me martelei e acredito que topei – para mim – no que realmente amar denotava. Eis: amar é ter admiração, sentir-se bem com aquilo e querer pra si tudo que aquilo possa lhe proporcionar, sendo bom ou ruim.

Eu amo Marisa Monte: eu a admiro, me sinto bem com ela e sua obra, e quero pra mim toda a carga artística que ela tem pra me proporcionar.

Querer e aceitar os defeitos também fazem completamente parte do amar, afinal, por mais lugar-comum que seja, nada é perfeito.

Por fim, em regresso ao que dizia no início do texto, reafirmo e não me receio disso: eu amo.

Talvez esse arrodeio todo seja pra auto-afirmar que esse sentimento corre – pela forma de hormônios, ou pela subjetividade a que os sentimentos remetem – inteiramente dentro do meu corpo e alma. Não tenho dúvidas, mas tenho medos: eu amo você.

1 de julho de 2009, 1h36m.





Besteirol 2.

20 07 2009

Dois dias seguidos de palavras em azul neste velho rascunho. Nem eu estou mais me reconhecendo e acho que é esta singular sensação de ser e conviver com um estranho que aumenta minha vontade de ir a fundo neste desafio de um quarto de século.

Hoje não vou fazer diferente do que venho fazendo: guardando pra mim algo que não cabe a mim reservar, mas que faço por aquele velho medo.

Sinto crescendo em mim uma planta que eu tinha extinguido da minha horta. Planta cujas sementes germinaram por dois ou três anos após a morte do último exemplar e todas foram completamente queimadas e seus frutos apodrecidos.

Acho que vejo em você o mais novo e poderoso jardineiro, capaz de adubar-me o coração, aterrando aquela mesma sementinha da copa de 2006.

É certo que o ser humano tem e precisa ter ambições. Seja no trabalho, no convívio social, na vida material e, com certeza, na vida amorosa. É saudável ter ambições e nos desafiarmos. E, por incrível que pareça, agora o que sinto chega até a se confundir com o amor aos desafios.

Muitos me chamam louco por só gastar amor com aqueles que não sentem o mesmo por mim, mas pouco importa: a loucura é uma palavra que a sociedade inventou para lhe enclausurar em suas taxativas normas.

Essa incerteza – meu incentivo. Esse desdém – meu motivo. Sadomasoquista? Talvez… creio que vitórias são apenas acasos e logo esquecidas, mas reviravoltas são a prova eterna da verdadeira e maior das vitórias, do melhor dos resultados. E é isso que eu quero de você: o meu melhor placar.

30 de junho de 2009, 3h39m.





Besteirol 1.

16 07 2009

É difícil precisar o que passa nessas minhas oscilações hormonais, por isso não vejo razão de tentar nomear algo tão paradoxalmente complexo e trivial. Isto que sai dessa tinta azul não passa de, apenas, um devaneio de um, dentre todos os microscópicos neurônios desta minha cabeça boba que colapsa ao imaginar sequer o pensamento em você.

Não devo meter mais medo em nós dois, porque não quero te assustar e menos ainda te perder. Por esse motivo talvez não receberás esse registro sem prévia edição… ou não! Não sei se notas, mas na verossimilhança entre o deslizar desta pena e o penar deste liso sentimento, expresso e provo – ou tento – a minha batalha interna entre o ceder-te (ser de ti) e o retrair-me (re-trair-me).

Dou razão a você, Cherie, quando me disse que os burros são mais felizes, visto que quanto mais eu sei, menos sorriso meu rosto comporta. Ai! Sei que devo ir aos poucos e agir com sensatez, mas aí me bate aquela sensação de fim dos tempos e eu, mestre da dissimulação, me transformo numa bolha colorida e solitária que quer envolver o mundo todo de uma vez, num único segundo.

Sinceramente não vejo real objetivo ao escrever esse besteirol. Quem sabe lá na frente eu volte à introdução e transfira a culpa aos hormônios, ou quem sabe eu atribua esta página cheia de garranchos àquele burro e paradoxalmente complexo e trivial amor.

Creio que agora achei a causa de eu ter escrito isso: eu queria tentar demonstrar de alguma maneira o fascínio que você me causa nesta fantástica harmonia entre seu corpo e sua mente à qual estou irremediavelmente nu e submerso.

29 de junho de 2009, 4h29m.





Eu fui sincero como não se pode ser!

16 07 2009

Sté, é perfeitamente normal você ser sincero e as pessoas só lhe darem patadas! O erro é seu, Zé Mané, de pensar que todos também serão  honestos como e com você!

Uns dias aí de junho, até o atual mês comecei uma história, a princípio confusa, mas depois tornou-se algo gostosamente tenro e estável. Não vou dizer o que se prosseguiu com detalhes. Vou aqui enfatizar o meu eu romântico — mesmo sem saber que estava sendo enganado.

Após duas semanas de rolos intensos, começou-se a criar um afastamento por parte dele: não atendia ligações, não me buscava, nem dava explicações. Certo, que não estávamos com compromisso algum, mas a única coisa que eu queria era consideração e sinceridade. Mas não foi isso que eu encontrei. Muito pelo contrário! Encontrei alguém querendo me ter na cordinha e me incitando quando me quisesse — ou quando não tivesse outra foda.

Ok. Parei! Enfantizar o lado romântico… Então… durante esse período de afastamento, eu sem internet, comecei a escrever num caderno o que se passava comigo. Numa sequência de três registros escritos vocês vão ver como é o Sté aqui apaixonado e enganado.





Retomando!

16 07 2009

Não tinha esquecido do blog! </mentira>

Sim, sim: tenho novidades! E muitas! Nossa! Muitas mesmo! Eu, heim? Vou postar em breve aqui.